Bem, já faz alguns meses que não posto nada aqui. Estava meio oculpado; estágio, semana de moda (Dragão Fashion), faculdade, etc. Mas estou voltando com mais informações, e prometo postar com mais frequência.
Sobre o Dragão… Não mudou muita coisa, apenas o nome em comemoração aos 10 anos do evento, Dragão de Ouro. Decoração conceitual, com um bom trabalho corporal, mas mesmo assim com um ar de “eu já vi isso antes”. Nada tão inovador, uma pena!
Os desfiles? Sairam alguns, entraram outros, entre eles Iuri Costa, apontado como revelação deste ano. A coleção WALLS foi tudo de bom! Nada tãoooo conceitual, como se esperava, mas com muito bom gosto e tendendo para o lado comecial. As familias, bem estruturadas, o cenário, a música, as formas, tudo isso foi pensado de forma ordenada. Quem quiser conferir, segue abaixo, o video do desfile.
Já teve outros que me decepcionaram, esperava mais. Vi coleções totalmente confusas, que mais parecia mix de produtos do que uma coleção em si. Sem falar nas releases, textos sem foco, alguns falando sobre liberdade!! Um tema totalmente sem conceito, vazio. Já o concurso de novos talentos, concurso que participei ano passado, na minha opnião, só vi dois trabalhos que realmente alcançaram niveis mais elevados, foi a coleção Lendas do Brasil (UFC) e Chiquita Bacana (Faculdade Católica do Ceará), os demais achei muito experimental, ainda. Mas o resultado foi outro, bem, eu não entendi o que deu nos jurados, mas tudo bem, fazer o que né?
Folclore – Lendas do Brasil (2º Lugar)
Release:O Folclore se une à moda originando um novo conceito, transformando o lúdico em realidade, sem perder a ingenuidade e o mistério envoltos em cada um de seus personagens. Para às passarelas um mundo mágico, habitado por seres fantásticos, fruto da imaginação de um povo bravio e sábio que perpetuou suas estórias através de incontáveis gerações.
Neste relicário de crenças e causos que é a cultura brasileira, sete lendas repletas de mistério foram desvendadas: Iara, a sereia cantora que seduzia os homens com suas melodias; Boitatá, a cobra de fogo que protegia as matas; Mula Sem Cabeça, a mulher que se envolveu com um sacerdote; Lobisomem, a sétima criança de uma sucessão de filhos do mesmo sexo; Caipora, o protetor dos animais selvagens; Vitória Régia, a índia que se apaixonou pela lua; e finalmente, Mãe D’ouro, a bola de fogo que guiava os homens até jazidas intocadas.
Debruçados sobre esse mundo místico e envolvente, tecido das almas povoadas de sonhos dos brasis inundados de etnias diversas e singulares, surgiram criações esculpidas de símbolos nacionais. A terra, o fogo, o ouro, a fauna e a flora definem tons, formas e texturas para a materialização do imaginário popular em invólucros contemporâneos. Para o corpo que sonha e que deseja o sonho.
Chiquita Bacana
Release: Procurando…
Yes, nós temos Banana (1º Lugar)
Release:“A Pequena Notável”, como era conhecida, marcou tanto com seu jeito de cantar, revirando os olhos, mexendo as mãos e gingando, com seu sorriso contagiante e a graça de seus trajes cheios de balangandãs, que até hoje, mais de 40 anos após sua morte, é o símbolo brasileiro mais conhecido no mundo. Carmem Miranda representou vivamente a terra desconhecida e exótica, cheia de coqueiros, bananas e abacaxis, atendeu às necessidades fantasiosas e consumistas do povo norte-americano e alcançou a glória e a fortuna. Dela surgiu a primeira fantasia genuinamente brasileira: a baiana.
Enfatizando o tema alegria e ‘brasilidade’, o trabalho “Yes, nós temos bananas”, homenageia Carmem Miranda, visto que este ano comemora-se os 100 anos do nascimento da cantora e atriz que foi e ainda faz jus ao título de símbolo revolucionário e efervescente da imagem de moda e estilo tropicalista, de personalidade, atitude, alegria e ginga singularmente brasileira.
“Nasci em Portugal, mas me criei no Brasil, portanto, considero-me brasileira, pois, o local do nascimento não importa, nem sequer o sangue… Da minha parte, sou mais carioca, mais sambista de favela, mais carnavalesca do que cantora de fados. O sangue tem certa importância, mas só no temperamento, não na maneira de sentir as coisas. Adotei o Brasil (ou ele me adotou) como país de estimação e afinidades… sinto muito dizer, mas Portugal nada me significa, apesar do amor por meus pais.”, dizia Carmem.
Com um jeito exuberante a cantora influenciou a moda na época, pois divulgou o traje da baiana, que virou um símbolo de extravagância máxima. Criou novas coreografias que não tinha no mundo artístico. Com isso, a proposta da coleção “YES, nós temos bananas” é promover um grande encontro entre a cultura brasileira e essa estrela que veio para cá e adotou o Brasil como seu país e foi adotada por ele como uma
representante de sua cultura.
A coleção embarca no colorido de Carmem Miranda e assim apresenta roupas exuberantes, coloridas e modernas. Os outros detalhes poderão ser vistos quando as luzes da passarela se acenderem e mais uma vez vislumbrarmos “o que que a baiana tem?”